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Perhaps não são ervilhas!

Se tudo na vida fosse perfeito não havia talvez. E perhaps eram ervilhas...

Não tenho nada contra quem é anti praxe, mas...

por António, em 06.10.14

...aparentemente eles tem tudo contra mim, que fui praxista!

Luís Pedro Nunes protagonizou, a meu ver, uma das mais lamentáveis intervenções contra a praxe. Concordo que as praxes que gozaram com o Meco foram de mau gosto, desnecessárias e totalmente reprováveis. Mas isso não dá o direito a ninguém de chamar a praxistas e praxados "grunhos", "imbecis" e "merdas" e dizer que os alunos que compactuam com as praxes deviam ser expulsos das universidades! 

O mais interessante no meio disto tudo, e não estou a desculpar qualquer praxe, é a falta de moral que é preciso ter para se dizer isto num programa - o eixo do mal - que tece comentários sarcásticos e piadas sobre a actualidade!

Cada um é livre de dar a sua opinião sobre a praxe, cada um é livre de integrar ou não a praxe. O mais curioso é que sempre vi anti praxe nos recintos das latadas e queimas, sabendo-se perfeitamente que as actividades académicas são um produto da praxe! 

Sejamos sinceros, nunca vi praxistas incomodar-se tanto com pessoas anti praxe, como vejo anti praxe incomodar-se tanto com pessoas praxistas! 

 

7 comentários

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    De António a 06.10.2014 às 20:58

    Tenho pena. Andei em duas instituições de ensino superior e em nenhuma delas vi uma única praxe que tivesse o intuito de humilhar seja quem for. Pelo contrário, toda a praxe que vi e participei os caloiros participavam nela de livre e espontânea vontade. Sempre os vi animados e NUNCA vi nenhum lá contrariado. Só estava lá quem queria, quem não queria não estava!
    Dos que vi na praxe nunca vi ou ouvi um dizer que se sentia humilhado!
    O que eu considero é que quem vai à praxe e se sente humilhado tem o direito de dizer que se sentiu humilhado e exigir mais respeito ou inclusive abandonar a praxe. Quem nunca participou na praxe não tem de andar por aí a insultar quem participa na praxe.
    É como na altura das eleições não votar e depois criticar severamente o governo!
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    De Alexandra a 06.10.2014 às 21:42

    Podes-me dar exemplos de praxe dessa que não humilha?
    Quanto a "quem nunca participou na praxe não tem de andar por aí a insultar quem participa na praxe", o que acho é ninguém tem que insultar ninguém. Daí não achar muito bem que se possa alegremente chamar "besta" a ninguém. Não é preciso provar caca para se saber que não se gosta. Eu não participei na praxe porque não quis, mas nem toda a gente tem a minha "carapaça" e sabe dizer que não. Sou de Coimbra, já vi MUITA praxe, em todas está subjacente que o "doutor" é mais do que o caloiro e que este lhe deve reverência, pelo que a humilhação está implícita. Os códigos de praxe são um testemunho escrito da estupidez que é a praxe e ainda ninguém me conseguiu mostrar o contrário. Continuo à espera disso.

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    De António a 06.10.2014 às 22:09

    Citando-a, "Sou de Coimbra, já vi MUITA praxe, em todas está subjacente que o 'doutor' é mais do que o caloiro e que este lhe deve reverência, pelo que a humilhação está implícita" quer isto dizer que quando alguém trabalha sob alçada de um patrão e lhe deve reverência o patrão está a exercer uma humilhação implícita no seu funcionário?! É que a situação é semelhante!
    Sendo de Coimbra já ouviu falar de praxe solidária? É uma prática comum em Coimbra, em que os caloiros e doutores recolhem comida em beneficiado de instituição de caridade!
    Praxes em que os caloiros andam a cantar músicas de curso. É humilhante cantar na rua?
    Por outro lado, nunca ouvi praxistas a insultar quem é anti-praxe, mas ouve-se constantemente pessoas anti-praxe a insultar praxistas. Pessoas como o Luís Pedro Nunes a chamar "merdas" a pessoas que nunca lhe chamaram nada!
    E mais uma coisa, a praxe é livre, só é praxado quem quer, só praxa quem quer! Qual é a necessidade de insultar quem quer ser praxado?!
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    De Alexandra a 06.10.2014 às 22:27

    Eu não devo reverência ao meu patrão. Veja aqui http://www.dicio.com.br/reverencia/ o que é reverência.
    Um aluno de um 2º ano de um qualquer curso não é patrão (nem nada semelhante a isso) de um aluno do 1º ano. Já ouvi falar em praxe solidária. Quem a pratica sem praticar a outra é apelidado de nomes pouco elogiosos pelas reverências da praxe "normal".
    Se cantam na rua, letras com muito vernáculo misturado, com caras pintadas e normalmente com escritos (na pele, na roupa ou em cartazes) os mais variados insultos, sim é humilhante.
    Eu já vi praxistas a agredir quem é anti-praxe, insultar é "para meninos". Já vi praxistas perseguir e punir quem tenta sair da praxe. Agora o António diz-me: "isso não é praxe". É sim. Veja no código de praxe (qualquer um deles) os castigos que estão prescritos a quem foge às regras.
    "só é praxado quem quer": não é verdade e o António sabe disso, não vale a pena discursar sobre o assunto.
    "só praxa quem quer": certíssimo, mas isso não quer dizer que quem não quer não comente e critique. Até porque (mal comparado) só mata quem quer, e a maioria (felizmente) condena isso.
    Qual é a necessidade de insultar quem entra para o ensino superior? "besta" não é um insulto?
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    De António a 06.10.2014 às 22:57

    Devo dizer-lhe que frequentou um estabelecimento de ensino superior muito diferente daqueles que eu frequentei. Agressões a alguém da praxe ou fora dela nunca vi (felizmente). Perseguições também nunca vi!
    Fazer uma analogia entre praxistas e assassinos parece-me bastante forçado!
    Não vou negar que haverá abusos nas praxes, mas não vamos generalizar ao ponto de que pelo abuso de uns pagam todos! Parafraseando um colega, é como a igreja católica, agora os padres são todos uns pedófilos, as pessoas pegam em todo o mal para esquecer o bem!
    Há praxistas e praxistas! É mau generalizar!
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    De Alexandra a 06.10.2014 às 23:07

    Não foi no estabelecimento de ensino que frequentei. Como lhe disse, sou de Coimbra, vivo cá. Vejo muitas coisas.
    A analogia foi forçada, eu sei, daí o "mal comparado".
    Os código de praxe da Universidade de Coimbra, facilmente consultável por essa Internet fora, tem vários artigos onde a violência (mais ou menos severa) é descrita. Já para não falar da humilhação, que está sempre presente.
    Nenhum de nós vai mudar de opinião, por isso desisto.
    Mas para mim, a praxe acabava sim. Toda e sem exceções.
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